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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Dia do Animal

Decidi aproveitar este dia dedicado aos animais para falar de um animal que se tornou muito importante para mim.

Há cerca de três meses, um colega de emprego veio ter comigo e com outra colega à hora do café e disse-nos que tinha passado a manhã toda a ouvir "um gato" a miar no pátio em frente à sala onde ele trabalha.

Fomos ver o que se passava e encontrámos "um gatinho" escondido atrás de uns tijolos, que miava imenso. Mas não conseguimos agarrá-lo, nem convencê-lo a sair. A hora de almoço estava próxima, por isso decidimos aproveitá-la para comprar comida e tigelas. Dirigimo-nos depois ao local onde "o gatinho" se escondera, deixámos lá as tigelas com água e comida e afastámo-nos, ficando a espreitar pela janela. Passado pouco tempo, lá apareceu "ele". Comeu tudo o que lá deixámos com uma rapidez vertiginosa e fugiu a correr.

Ficámos descansados. Se comeu e fugiu a correr, é porque estava bem de saúde. E pronto, a partir daí, passámos a alimentá-lo diariamente. Um dia ia eu, outro dia a minha colega e tivemos mesmo de pedir a uma terceira colega que nos ajudasse num período em que estivemos de férias ao mesmo tempo.

Entretanto e uma vez que "ele" se escondia sempre de nós e nunca sabíamos onde estava, decidimos dar-lhe o nome de Wally.

Com o tempo, "o"  Wally foi ganhando confiança e foi-se aproximando de nós. Esta é a foto que lhe consegui tirar com o telemóvel, por trás da janela, quando "ele" já não fugia de nós a "sete pés".

Mas o tempo foi passando e um dia descobri que o Wally, afinal, era uma Wally. Foi um dia antes de ir de férias. Quando regressei, a colega que tinha ficado a dar-lhe comida disse-me que desconfiava que ela estava grávida. Por um lado estranhámos, porque o local é de difícil acesso e nunca vimos por ali mais nenhum gato, mas por outro lado, ela estava gordinha e cada vez mais meiga. Decidimos então tentar apanhá-la, já que deixá-la ter os filhos ali estava fora de questão: é um local onde trabalham algumas pessoas que não gostam de animais e que já tinham tentado fechá-la num barracão, sabe-se lá com que intenção. Por isso os bebés não iriam sobreviver muito tempo.

Combinei então com a minha filha e munidas de um par de luvas de jardineiro, uma manta e uma transportadora, lá fomos tentar agarrá-la. A tarefa revelou-se bem mais fácil do que esperávamos e nesse mesmo dia a levámos à veterinária, que verificou que ela afinal não estava grávida. Assim sendo, lá ficou para ser esterilizada. Ao fim de três dias de pós-operatório, quando a fomos buscar e a trouxemos para casa, a minha mãe "apaixonou-se" por ela. Pediu logo que não a levássemos e até sugeriu que lhe mudássemos o nome, já que Wally é um nome masculino. E assim, também por sugestão da minha mãe, a gata ficou com o nome dela: Madalena.

Resta acrescentar que os meus três gatos residentes a aceitaram muito bem e que, neste momento, convivem os quatro pacificamente.

E agora regalem-se com a minha Madalena, já bem instalada na sua nova casa:

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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

LUTO CONTRA O ABANDONO

 

Como é evidente, não podia deixar de apoiar esta causa:

O Verão é tempo de férias e alegria, mas também de tristeza, para quem gosta realmente de cães. É nesta época do ano que se dão mais abandonos e a vida de muitos cães não volta a ser o que já foi.

Perdem o lar, a família que tinham e, em muitos casos, até a vida. É sem dúvida um fim de história muito triste, uma vez que, um lar e uma família são fundamentais para que um cão seja FELIZ.

Esta podia ser apenas mais uma história pronta a cair no esquecimento, mas se os animais também aprendem porque não podemos nós fazer o mesmo e, aproveitando esta oportunidade, ajudar a transformar os erros do passado na expectativa de um futuro melhor, para os cães, mas também para nós enquanto seres humanos.

É essa a razão porque contamos consigo e esperamos que participe neste movimento, passando a palavra e ajudando a espalhar uma onda de sensibilização com base em gestos simples, boa vontade e o desejo de poder transformar em sorrisos as lágrimas de muitos cães.
 

http://www.petnet.iol.pt/lutocontraoabandono/

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Ó p'ra ela, tão linda!

Há muito tempo que não ponho aqui fotos dos meus gatos. Esta é a Mafalda,a terrorista, com o seu enganador ar de quem não faz mal a uma mosca...

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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

E que tal se tentássemos impedir a destruição da Mata do Estádio Nacional ?

Encontrei esta petição no blog da Smobile. Já a assinei. Não queres assiná-la também?

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Os corvos da cidade de Lisboa estão a desaparecer

Os corvos da cidade de Lisboa estão a desaparecer

Símbolo da cidade de Lisboa, o corvo tem vindo aos poucos a desaparecer  das áreas urbanizadas. Portugal é mesmo um dos poucos países onde as populações  desta ave inteligente estão a diminuir. E nada está a ser feito para as proteger.

Sabia que os corvos que se alimentam de sementes difíceis de partir as atiram para o meio de uma estrada e esperam que os carros as esmaguem para então as comerem? Ou que algumas espécies são capazes de fabricar e utilizar pequenos instrumentos para alcançarem uma refeição desejada?

Apesar das surpreendentes provas de inteligência, o corvo, um dos símbolos da cidade de Lisboa é cada vez mais raro de observar nos céus da capital. O uso de venenos e pesticidas e o abate ilegal são as razões para a diminuição do número de exemplares. Portugal é mesmo um dos poucos países da Europa onde a espécie continua a regredir, de acordo com um estudo da Birdlife International.

Não está em vias de extinção, é verdade. Mas aparece no Livro Vermelho dos Vertebrados como 'Quase Ameaçada', não se sabendo ao certo o número de casais existentes em Portugal. Estima-se que sejam menos de dez mil indivíduos.

"O corvo é uma espécie muito importante, mas não é das mais ameaçadas e, por isso, com os escassos recursos afectos à área do ambiente e conservação, não tem sido uma prioridade", diz Gonçalo Elias, que faz observação de aves há mais de 20 anos e que, no ano passado, lançou um portal na Internet, - Avesdeportugal.info - com informação sobre mais de 400 aves.

Em Portugal, o corvo, embora cada vez mais raro, pode ser visto em diversas zonas, com excepção daquelas mais densamente povoadas. Em Lisboa, por exemplo."Só encontramos corvos no cabo Espichel e no Algarve o mais comum é vê-los no cabo de S. Vicente". No Interior têm uma distribuição mais contínua.

Fazendo jus à sua faceta mais oportunista, o corvo adapta-se com facilidade a vários habitats. Tanto pode ser encontrado em zonas quentes do Mediterrâneo, como nos climas frios do Norte da Europa.

"Uma das razões que leva a maior parte das aves a migrar é a falta de alimento durante o Inverno. Os corvídeos, de modo geral, não migram; alimentam-se daquilo que encontram, vão variando de dieta ao longo do ano", explica Gonçalo Elias.

Os corvos são principalmente necrófagos, embora se alimentem também de pequenas aves e mamíferos, numa dieta que inclui ainda ovos, caracóis e cereais. Devido aos seus hábitos alimentares e ao negro brilhante das suas penas, são vistos, na mitologia, como portadores de maus presságios, surgindo muitas vezes associados a bruxas e feiticeiras. E à morte.

Algumas lendas contam que quando uma pessoa morre, um corvo carrega a sua alma até ao paraíso. Por isso, dois corvos figuram nas armas de Lisboa, pousados numa caravela, um à proa e outro à popa, vigiando o corpo de S. Vicente, o padroeiro da cidade, durante a viagem dos ossos do santo desde Sagres até Lisboa.

Aliás, não há muitos anos, era comum ver corvos nas tabernas dos bairros típicos da capital, passeando impávidos pelos passeios ou imitando as vozes dos clientes mais habituais.

Hoje, temido e mal-amado por muitos, o corvo é muitas vezes morto pelos caçadores e agricultores sem qualquer razão ou por simples prazer. "Os agricultores, confundem corvos com gralhas, e em muitos casos, por não simpatizarem muito com estas aves, acabam por abatê-los, mesmo sendo uma espécie protegida", salienta Gonçalo Elias. Por outro lado, a utilização intensiva de pesticidas na agricultura acaba por ser responsável pela morte de muitas aves, que absorvem os venenos através dos animais de que se alimentam.

"Os corvos, tal como outros aves necrófagas, têm um papel muito importante no equilíbrio ambiental", lembram os biólogos. Mas os poucos estudos feitos sobre a ave mostram que, em Portugal, pouco ou nada está a ser feito para proteger a espécie e evitar que os corvos se juntem à lista negra das aves em extinção.

Devíamos seguir o exemplo da Inglaterra, onde a ave é protegida pela própria rainha. Sempre que um dos famosos corvos da Torre de Londres morre ou desaparece é obrigação da Guarda Real proceder à sua substituição imediata. Tudo para que não se realize a profecia: Londres desaparecerá quando, na Torre, morrer o último corvo.

Muitas subespécies poucas diferenças

Na Península Ibérica habita o Corvus corax hispanus, uma subespécie que se distingue do mais comum Corvus corax corax pelo tamanho, uma vez que "os animais do Norte da Europa tendem a ser um pouco mais robustos para melhor lidar com as condições adversas", explica Gonçalo Elias. Mas a verdade é que entre as diversas subespécies - e em todo o mundo existem mais de 40 - as diferenças não são geralmente muito claras, nem mesmo em termos de plumagem já que visualmente são todos pretos. "Estão relacionadas com pormenores como o tamanho das patas ou das asas e outros detalhes morfológicos apenas distinguíveis com as aves na mão." Os corvos vivem em bandos com estrutura hierárquica bem definida e formam, geralmente, casais monogâmicos. A sua alimentação é omnívora e inclui pequenos invertebrados, sementes e frutos; podem ser também necrófagos. O corvo é o maior de todos os corvídeos, chegando quase aos 70 cm de comprimento. Tem um bico forte e curto, e uma "barba" hirsuta, que o distingue da gralha, também um pouco mais pequena.

 

MARIANA CORREIA DE BARROS, 05 Julho 2009, in Diário de Notícias.

Domingo, 21 de Junho de 2009

As coisas que eu adoro

A Witchie desafiou-me e aqui estou eu a responder ao desafio.

Tenho de dizer quais são as cinco coisas que adoro e desafiar dez pessoas a fazer o mesmo. Ora bem, para além da família, dos amigos e dos animais, também adoro:

 - Acordar cedo e ver o sol nascer. Ou, em alternativa, ver o sol nascer e ir dormir;

 - Nadar. No mar, no rio, na piscina, nadar até à exaustão;

 - Andar de bicicleta. De preferência num local onde haja pouco trânsito e muita sombra.  

 - Ir. Não interessa para onde, adoro ir a sítios diferentes, se pudesse passava a vida a viajar;

 - Ouvir música.

Uma vez que, neste momento, os milhares de visitantes do meu blog devem estar ansiosos por chegar ao fim destas linhas para saber se foram eles os eleitos e porque não quero melindrar ninguém, sintam-se todos desafiados.

Domingo, 24 de Maio de 2009

Barragens

Na sequência do meu post anterior e de alguns comentários a que o mesmo

deu origem, aqui deixo um artigo que retirei do site da Quercus:

Campanha da EDP subverte realidade sobre Barragens
Ambientalistas e Especialistas em Ambiente pedem à EDP a sua suspensão
A campanha de comunicação da EDP, amplamente divulgada nos mais diversos órgãos de comunicação social, está a escandalizar as Organizações Não Governamentais de Ambiente e inúmeras individualidades ligadas à conservação da natureza. Esta campanha associa erradamente as barragens à protecção da biodiversidade, quando na verdade a sua construção significa uma forte ameaça tanto às populações humanas como às espécies silvestres, não só as referidas na própria campanha - aves rupícolas, peixes, lobos, morcegos e flora – mas todas as constantes da biodiversidade específica de cada habitat.
/A EDP iniciou no passado dia 24 de Abril uma campanha de comunicação subordinada ao tema “Quando projectamos uma barragem projectamos um futuro melhor”, que está a ser amplamente divulgada em vários meios nomeadamente televisão, imprensa, rádio e Internet, passando a ideia errada de que as barragens constituem uma forma de protecção da biodiversidade. As Organizações Não Governamentais de Ambiente portuguesas estão escandalizadas com esta campanha que claramente tenta branquear os inúmeros impactes ambientais fortemente negativos e irreversíveis associados à construção das barragens.

Na verdade, a construção de barragens, como a que está em curso no rio Sabor ou a projectada para a foz do rio Tua, resulta numa alteração dramática das condições naturais dos cursos de água e na eliminação directa de extensas áreas de vegetação autóctone e de habitats terrestres e fluviais que são o suporte de vida para uma grande diversidade de espécies da fauna, nomeadamente para as próprias aves rupícolas, os peixes, o lobo e os morcegos referidos na campanha da EDP.


Não obstante as medidas impostas à EDP para tentar minimizar ou compensar parte dos danos ambientais provocados pela construção de barragens, o balanço final é negativo para a biodiversidade e gestão sustentável dos recursos hídricos, pelo que esta campanha de desinformação não reflecte minimamente a realidade. Para quem conhece o efeito arrasador das grandes barragens do ponto de vista ambiental, social e económico, a projecção das imagens de espécies e paisagens emblemáticas sobre o paredão de uma barragem, na sua maioria captadas em rios não represados, só poderá simbolizar os fantasmas das vidas destruídas em consequência da sua construção.


 /

É ainda fundamental chamar a atenção que as grandes barragens são uma forma cara e ineficaz de resolver as necessidades energéticas do País. Com o mesmo investimento previsto para o Programa Nacional de Barragens, seria possível pôr em prática medidas de uso eficiente da energia que, sem perda de funcionalidade ou conforto, permitiriam poupar cerca de CINCO VEZES MAIS ELECTRICIDADE do que a produção das barragens propostas.


/


Assim, as Associações signatárias esperam que a EDP, em respeito pela verdade e transparência, retire esta campanha enganadora. Os milhões de euros gastos em campanhas deste tipo seriam certamente melhor empregues na promoção da eficiência energética, de que o País necessita muito mais que de barragens.

Lisboa, 30 de Abril de 2009
 
Plataforma Sabor Livre, FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), LPN (Liga para a Protecção da Natureza), QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza) e SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).

 

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Aniversário

Faz hoje dois anos que criei o meu blog.   

Muito se passa na vida das pessoas em dois anos. Mas o que de mais importante se passou a nível pessoal, foi a morte de alguns dos meus animais. Uns (o Nourte, o Suli e a Inês), porque chegaram ao limite da vida deles. Outro, o Leonardo, porque estava já bastante doente. Tinha sido operado e fui logo prevenida pelo veterinário que não duraria muito depois da operação. Mesmo assim viveu dois anos, que foram uma dádiva diária para todos nós.  

Entretanto outros animais chegaram. Não para os substituir, que nenhum substitui outro e cada um deles ficou guardado num cantinho do meu coração, mas porque aconteceu.

A Mafalda era uma gatinha de uma colónia de rua que tinha sido adoptada e que pouco tempo depois foi abandonada. Nós tivemos conhecimento disso e achámos que ela tinha um espacinho cá em casa.

O Rodolfo e o Ernesto são dois de catorze irmãos, produto de uma gravidez não desejada, mas não interrompida, que foram oferecidos à minha filha por um amigo.  

Há dois anos tinha dez animais: 

Agora tenho nove. O equilíbrio vai-se mantendo. Porque a minha vida não faz sentido sem animais por perto.

Sábado, 9 de Maio de 2009

Animais de circo

 

Não vi a peça em questão, mas não posso deixar de publicar aqui o mail que recebi esta manhã da Associação ANIMAL.

 

Mesmo que estejam sem tempo ou paciência para ler tudo, por favor, ao menos vejam o vídeo:

 

http://tvanimal.org/index.php?option=com_content&task=view&id=22&Itemid=43.

 

 

 

Comunicado da ANIMAL acerca da ostensiva parcialidade e falta de seriedade jornalística com que a TVI tratou a questão do uso de animais em circos no “Jornal Nacional” de ontem

 

A ANIMAL vem tornar pública a sua mais firme contestação ao escândalo protagonizado ontem à noite pela TVI, no “Jornal Nacional”, aquando da exibição de uma peça sobre a suposta maneira como os animais de circo são mantidos e tratados no circo e aquando do momento de comentário que se seguiu a esta peça, pelas razões que passa a apresentar:

 

1.       Esta peça foi, em primeiro lugar, completamente parcial e desprovida de qualquer verdade validada. Numa visita previamente combinada ao circo, o jornalista autor da peça limitou-se a apresentar a história de acordo com a versão do circo, sugerindo sempre que os animais são bem tratados por aquele circo – e, segundo a peça, consequentemente por todos os outros circos, infere-se – porque os animais “não estão ao sol, têm água e comida”. Ora, como é evidente, qualquer animal precisa de muito mais do que sombra, água e comida para se sentir bem e para se poder dizer que é bem tratado. Além disso, como é também evidente, nunca um trabalhador do circo em causa (Circo Chen), ou de qualquer outro circo, iria usar de violência contra um animal diante de jornalistas e de uma câmara de filmar. No entanto, quando filmadas secretamente, as sessões de treino de animais de circo, a condução destes e os próprios espectáculos, são ricos em episódios de violência contra os animais, perpetrados – incluindo de forma admitida, nomeadamente por Victor Hugo Cardinali em declarações ao Rádio Clube Português – por directores de circos diversos e por outros funcionários dos mesmos. Acresce que há inúmeras evidências de manutenção profundamente inadequada de animais em circos, sendo um fenómeno omnipresente as evidências de distúrbios comportamentais severos nestes animais – incluindo do Circo Chen, visitado pelo dito jornalista da TVI, que não cuidou sequer de se informar melhor, de ouvir a parte contrária ou de consultar um especialista independente em comportamento e bem-estar animal que pudesse apresentar uma visão *técnica* e *cientificamente informada*, *factual e objectiva*, acerca de quão severamente grave é para o bem-estar dos animais estes serem mantidos nos circos. Tratou-se, pois, de uma peça que claramente quis favorecer uma visão falsa da vida dos animais nos circos – visão essa que, para quem ainda tenha dúvidas, fica imediatamente denunciada como falsa quando se vêem as imagens da investigação da ANIMAL e da Animal Defenders International à realidade dos circos com animais em Portugal – vídeo integralmente disponível em http://tvanimal.org/index.php?option=com_content&task=view&id=22&Itemid=43.

 

2.       Seguiu-se à exibição daquela peça, que serviu mais para promover o circo com animais e para apresentar uma visão não realista desta actividade do que para oferecer uma visão imparcial da mesma, um momento de comentário protagonizado por Miguel Sousa Tavares, que, sendo um confesso agressor de animais (uma vez que é caçador e apreciador de touradas), só poderia ter produzido os comentários ignorantes, preconceituosos, desinformados e ostensivamente absurdos que produziu, gozando do privilégio de não ter quem, naquele momento, facilmente expusesse as falácias a que recorreu para fazer vingar a sua visão arcaica do que são os animais e de como os humanos se devem relacionar com eles.

 

3.       Como se todos factos não fossem suficientemente graves, o pivot que apresentou o “Jornal Nacional” foi ao cúmulo de responder a Miguel Sousa Tavares com risos de concordância com aqueles comentários ignorantes, deixando clara também a parcialidade e a falta de seriedade e objectividade com que tratou aquele assunto, em momento algum colocando qualquer questão, em nome da imparcialidade, ao dito comentador que pudesse, pelo menos, representar minimamente a parte contrária – que defende o fim do uso de animais em circos – que ali não estava representada.

 

4.       Se a TVI tivesse, neste capítulo, feito um trabalho de jornalismo sério, teria, no mínimo, dado igual oportunidade, na prestação de declarações, exibição de imagens ou produção de opinião, aos médicos veterinários, biólogos e etólogos que, na qualidade de cientistas, sabem e afirmam que não há como manter e usar animais em circos respeitando o seu bem-estar. A TVI nem precisaria de ouvir organizações de defesa dos animais para poder apresentar esta visão – bastaria que falasse com cientistas independentes que estivessem tecnicamente qualificados para fazer comentários acerca desta questão. Em vez disso, limitou-se a ouvir e promover o que diz quem lucra com a exploração, subjugação e violentação dos animais de circo, assim como se limitou a ouvir acerca do uso de animais em circos Miguel Sousa Tavares, que é, porventura, o mais arrogantemente ignorante, preconceituoso e zoófobo comentador de assuntos relativos a animais em Portugal – e, neste episódio, a TVI não só ouviu este comentador: através do pivot do “Jornal Nacional”, concordou de forma vergonhosamente divertida e em jeito de paródia com os comentários do mesmo, o que obviamente nunca poderia acontecer.

 

Não constitui novidade para a ANIMAL que a TVI tem, na sua agenda, quer nas suas escolhas de programação, quer no modo como habitualmente apresenta notícias que de algum modo digam respeito a animais, uma muito evidente intenção de promover uma visão absolutamente medieval de como os animais são e de como os humanos se devem relacionar com eles – visão essa que está absolutamente em linha com a visão do seu comentador Miguel Sousa Tavares. Mas o episódio da passada edição do “Jornal Nacional” é demasiadamente flagrante e grave para que a ANIMAL não o assinale e condene.

 

E, embora lamentando-o pelos jornalistas que trabalham para a TVI e que, apesar disso, não se revêem nesta orientação medieval desta estação televisiva, é em face do exposto que a ANIMAL anuncia que não voltará a produzir quaisquer declarações para jornalistas ou programas da TVI, passando a tratar esta estação de televisão como um órgão que, no que aos direitos dos animais diz respeito, é apenas um veículo de desinformação e de promoção de um Portugal onde estes devem poder continuar a ser vítimas de abuso e desrespeito contínuos.

 

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Divulgação! Ezine nº 11 - Mundo dos Animais

 

Acaba de sair a E-Zine nº 11 do Mundo dos Animais, uma publicação online e gratuita sobre animais, com artigos vocacionados para os donos, as últimas notícias da Vida Selvagem e animais para adopção, entre outros.

O download gratuito pode ser feito em: http://www.mundodosanimais.com/ezine

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