No passado dia 15, a minha filha fez vinte e um anos. Aproveitando o facto de ela não ter aulas à sexta, meti um dia de férias e rumámos a Aveiro.
É uma cidade muito bonita, limpa, enfeitada aqui e ali com canteiros de flores e com uma luminosidade fantástica.
Infelizmente, a qualidade das fotos que tirei não é a melhor. No entanto, porque nunca tive pretensões a fotógrafa (felizmente...) e o que me move é apenas a vontade de conhecer sítios diferentes e guardar uma recordação, decidi partilhá-las com quem aqui me visita.
Saímos de Santa Apolónia, em Lisboa, às 7h30m. 
A viagem de comboio foi agradável. Aproveitando para ler um pouco, de início, mas acabando depois por me render à beleza da paisagem. Tudo isto ao som da música do mp3.
Chegámos a Aveiro poucos minutos depois das 10h.

Embora já conhecendo através de fotos, constatámos que a fachada da estação é mesmo linda, coberta de painéis de azulejos com temas regionais, representando paisagens e actividades características daquela zona.

Gostaria de ter tirado uma foto ao edifício completo, mas não foi possível, pois estava estacionada em frente ao mesmo uma camioneta de turismo que tapava a visão.
Do outro lado da rua, à esquina da Av. Dr. Lourenço Peixinho, a mais importante artéria da cidade, o imponente edifício onde funcionam a Pensão Avenida e a Pastelaria Tricana.

Seguindo para a direita, pela Rua Almirante Cândido dos Reis, ao fim de algum tempo encontrámos a Capela de Nossa Senhora das Barrocas.

Um pouco mais à frente, encontra-se a Igreja do Carmo. Tenho de salientar que por várias vezes tive dificuldade em tirar fotos aos edifícios inteiros, dada a estreiteza de algumas ruas.

Prosseguindo em direcção ao centro, mais uma bonita igreja: a de Nossa Senhora da Apresentação.
Perto da Praça Humberto Delgado pudemos admirar o obelisco dos mártires da Liberdade

e o edifício do hotel Arcada.

Finalmente chegámos ao Canal Central da ria.

Aí, pudemos apreciar os belos moliceiros, com as características inscrições na proa.

Mais à frente, em pleno Rossio,a estátua do navegador do século XV, João Afonso de Aveiro.

Ainda ao longo da ria, pudemos apreciar os edifícios "Arte Nova",

dos quais destaco a Casa Major Pessoa, onde funciona o Museu de Arte Nova.

De salientar ainda o Cais dos Botirões, junto ao Mercado do Peixe

e, ali próximo, a Capela de São Gonçalinho.

Atravessando a ria, pudemos também apreciar as quatro estátuas que ladeiam a ponte:
A Salineira

O Marnoto

A Parceira do Ramo

O Fogueteiro

Ao fundo, vê-se o antigo edifício da capitania.

Já do outro lado da ria, dirigimo-nos à Praça da República, onde se situa a Câmara Municipal,

a Igreja da Misericórdia,

o Teatro Aveirense

e a estátua de José Estêvão.

Caminhando mais um pouco, chegámos à Praça Marquês de Pombal, onde encontrámos o Tribunal.

Em frente, o Convento e a Igreja das Carmelitas, que muito gostaríamos de ter visitado, mas não foi possível, por estar em obras.

Ainda na mesma Praça, o Governo Civil, onde também está instalado o Comando Distrital da PSP.

Ao fundo, em frente, o espectacular Palacete dos Viscondes da Granja, onde funciona a Casa de Santa Zita.

Seguimos depois em direcção ao Parque Infante D. Pedro, junto ao qual se situam a Igreja de Santo António e a capela da Ordem Terceira de S. Francisco.

Um recanto do Parque:

E, como não podia deixar de ser, dirigimo-nos depois ao largo onde se situa a Sé de Aveiro.

Em frente, o Museu de Santa Joana Princesa, ou Museu de Aveiro.

Com muita pena nossa, apesar de muito nos terem recomendado, não conseguimos provar as famosas tripas

porque a loja estava fechada.

Também não andámos nas famosas bugas, porque, ao contrário do que pensávamos, não funcionam com uma moeda. Segundo parece, temos de nos dirigir à loja e entregar um documento de identificação.
Se isto for verdade (não confirmámos, já que, tendo pouco tempo para visitar a cidade, não era muito prático andarmos para trás e para a frente à procura da loja) não estou nada de acordo. Até porque não é legal pedirem que deixemos o documento de identificação. De qualquer forma, não achei a cidade muito ciclável. Fora das ciclovias o trânsito é muito e as ruas demasiado estreitas e sem passeios que sirvam de apoio.

Entretanto a hora de regressar aproximava-se. E lá nos dirigimos à estação, deixando para trás uma bela cidade, mas que nos deixou um pouco desiludidas, tanto no que respeita à utilização das bicicletas, como no que respeita à simpatia e acolhimento dos seus habitantes, que em nada se comparou à dos alentejanos que tão bem me receberam em Évora.


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