Foi no domingo, dia 13. Mais um dos meus passeios na Natureza. Que foi muito curtinho para o meu gosto. Quem me conhece sabe que eu gosto muito de caminhar, mas desta vez andaram muito mais as rodas da camioneta que os meus pés...
Mas pronto, foi giro na mesma. Educativo, interessante e valeu também pelo convívio.
O passeio foi organizado pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico. A primeira paragem foi em Muge, uma vila do Concelho de Salvaterra de Magos, onde visitámos os concheiros, uma das mais importantes estações arqueológicas portuguesas, do período Mesolítico.

A foto não é muito esclarecedora, mas aquelas coisinhas brancas são conchas e são, literalmente, uma parte do lixo que os povos pré-históricos (caçadores-recolectores) amontoavam naquele local, que era simultaneamente o local onde viviam e enterravam os cadáveres, já que, logo ao lado, foram descobertos esqueletos da época.
De seguida rumámos a Escaroupim, uma aldeia piscatória palafítica, terra de avieiros (para quem não leu o livro "Avieiros", de Alves Redol, avieiros eram os pescadores que vieram da praia de Vieira de Leiria para o Tejo em busca de águas menos revoltosas. Viviam nos seus barcos durante quase toda a vida, e quando conseguiam ter a sua casinha, tinham de a construir sobre estacas, uma vez que nas cheias, a zona ribeirinha ficava submersa).
Foi aí que abancámos para o almoço, num pequeno parque de merendas situado à sombra de choupos e salgueiros, com uma esplendorosa vista para o rio.

Não posso deixar de mencionar aqui o Alcino, companheiro de outras jornadas, que foi um dos organizadores do passeio e que mais uma vez, para além da sua companhia, nos presenteou com um copinho do seu já famoso Auren...

Depois do repasto, visitámos o Núcleo Museológico de Escaroupim, que mais não é que uma bem conservada casa dos avieiros, que, no seu interior, composto por uma sala, dois quartos, um sótão e uma cozinha, dado o reduzido tamanho de cada uma das divisões, faz lembrar uma casinha de bonecas.


Por último, fomos a Salvaterra de Magos visitar o Museu do Rio, onde, entre outras coisas, podemos ver réplicas de barcos e o esqueleto de uma criança de quatro anos, encontrado junto ao concheiro que visitámos de manhã.
Ao chegar a Lisboa, depois das despedidas, ficou um pequeno grupo de resistentes sem vontade de arredar pé, que ao fim de muita conversa, ali mesmo à saída da camioneta, começou a tirar dos sacos os despojos do almoço. Ele era sandes, batatas fritas, fruta, bolinhos, tudo marchou, bem regadinho com um bom vinho alentejano.

Só a Ana não comeu nem bebeu, mas juntou-se à festa e até deu uma voltinha com o chapéu do Alcino...
Ó pra ela, tão gira!!!!

E pronto, venham mais, que o contacto com a Natureza, ainda por cima em tão boa companhia, sabe bem que se farta...